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Cartas Pastorais

Carta Mensagem da Coordenação Nacional da Pastoral Popular Luterana (2019-2021)

“Eu quero caminhar com os pés firmes neste chão, enquanto falta tanto pão não posso me acovardar”.

A Bíblia nos dá muitos exemplos de como a história de Deus com o seu povo aconteceu a caminho, em caminhada. Mas nem toda caminhada é triunfal. Algumas caminhadas são carregadas de desânimo. Uma delas foi a história dos discípulos de Emaús que saíram de Jerusalém logo após os eventos da sexta-feira da Paixão de Jesus. Caminhavam, mas não rumo a um futuro. Caminhavam como quem se recolhe de sua derrota. De repente alguém se junta à caminhada. Pergunta, ouve, interage, desafia. Foi a caminho que o ânimo ressurgiu.

Deus nos chama a caminhar, na verdade, a nossa vida é uma constante caminhada. Nós não podemos parar, temos que prosseguir, continuar. Mas muitas vezes nos sentimos cansados e cansadas. Os pés, muitas vezes, doem.

Não podemos nos iludir que a caminhada só acontece quando o ânimo ressurge. Mas é enquanto se caminha, caminhando que o ânimo ressurge. Durante o caminho, encontramos muitas pessoas: animadas e desanimadas. Deus nos desafia a nos encorajarmos, fortalecermos mutuamente, dar a mão para quem já desanimou e caminhar juntos, juntas, de mãos dadas, sem soltar.

Além de nós, outras pessoas também estão caminhando, se colocando a caminho. Precisamos encontrar essas pessoas. É preciso reencontrar-se com o povo, reencontrar-se com a base, reencontrar-se com os movimentos sociais e ecumênicos. Esse é o grande desafio de nossos dias.

Caminhar é resistir. A resistência é caminhada. E queremos atender esse chamado. Somos RESISTÊNCIA. Se você também é resistência, saiba que não está só. E nós também não estamos sós por causa de você. Vamos caminhar juntos e juntas.

A Coordenação Nacional da Pastoral Popular Luterana deseja um 2019 de esperança, sonhos e resistência.

Palmitos, 20 de novembro de 2018.

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Carta Manifesto 2018

Carta Manifesto Manifesto da Pastoral Popular Luterana por ocasião da Assembleia Ordinária realizada no Encontro Nacional da PPL 2018, realizado em Medianeira, Paraná, destinada a toda comunidade cristã.

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Prêmio e Castigo

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Carta escrita pelo Pastor Professor Roberto E. Zwetsch

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Carta de Convocação para Encontro Nacional 2018

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Programação do Encontro:

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Encontro Nacional da Pastoral Popular Luterana 2018

O Encontro Nacional da Pastoral Popular Luterana já tem data e local marcados para acontecer.

Sejam todas bem vindas e todos bem vindos!

O encontro será na Casa de Formação Nossa Senhora Medianeira, localizada na Av. 24 de Outubro, Bairro Nazaré, Medianeira, Paraná.

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Inscrições pelo link abaixo:
https://goo.gl/forms/n5NKxoG182yVyxKl1

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Posicionamento da PPL Conjuntura Brasileira

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Mensagem do VI Encontro Inter Sinodal de Mulheres PPL

Nós mulheres reunidas no 6º encontro Intersinodal de Mulheres da Pastoral Popular Luterana (PPL), em Condor-RS, sob o tema “Mulher Campesina e Mulher na cidade: Direitos adquiridos e Direitos perdidos”, queremos nos manifestar nesse momento delicado, de crise política, ética, moral, social e econômica que afeta o povo brasileiro. 

Sabemos que essa realidade atinge diretamente a nós mulheres. Por isso, como mulheres luteranas, acreditamos que, para superar esse momento, precisamos estar sempre alertas, unidas e em rede. Pois nossas conquistas dependem das nossas forças. 

Toda a atenção é necessária. É preciso desacomodar-se, sair da zona de conforto e se incorporar à luta! Só assim conseguiremos construir políticas públicas que atendam os nossos anseios e necessidades e garantam vida digna para todas as pessoas, onde os direitos humanos sejam realmente respeitados. Isso não é uma questão meramente ideológica ou política, mas sim uma questão de sobrevivência. 

Estamos conscientes que Deus nos criou a sua imagem e semelhança, sem distinção de gênero, etnia e classe social. Essa luta é uma continuidade da caminhada do povo de Deus de acordo com os relatos bíblicos, onde Ele conduziu o seu povo rumo a Terra Prometida, e ainda hoje continua nos guiando para um futuro de paz , igualdade e justiça.

Que Deus nos ajude a cumprir essa missão! 

Que a rede que construímos seja intensificada! 

Seguimos caminhando…

 

Condor, 18 de março de 2018.

 

Redigido por:
Pa. Louraini Christiman – pastora emérita
Ivone Bado Streicher – presidente do Conselho dos direitos da Mulher de Três de Maio-RS
Bárbara Luise Hiltel Venturini – coordenação CONAJE

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Nascido na Estrebaria

Na sua recente passagem por Teutônia, conversamos com o Pastor Silvio Meincke sobre o significado do Natal.

P.: Pastor, o Natal se aproxima. Qual seu significado?

R.: Sobretudo alegria, porque o nascimento do menino Jesus é notícia boa para todos nós, conforme proclama o anjo: “Trago uma boa notícia a vocês, e ela será motivo de grande alegria. (Lucas 2.10).

P.: Qual é o motivo dessa alegria?

R.: A criança revela que nosso Deus é Deus bondoso. Esse é o motivo da alegria. O menino no estábulo veio em total humildade para revelar que Deus quer o bem para todos nós, sem exceção e sem excluir os mais humildes. Por isso mesmo, seu enviado nasce como ser humano – a vontade de Deus se faz um ser humano e mora entre nós – e chega bem perto de nós, como uma criança indefesa, para ser acolhida, comunicar-se conosco e trazer-nos essa boa notícia.

P.: E as luzes?

R.: As luzes que iluminam nossas casas e as ruas das nossas cidades, nessa época do ano, são símbolos. Elas querem dizer que o menino da manjedoura pode e quer iluminar o nosso caminho; querem dizer que seus ensinamentos, assim como uma lâmpada, podem e querem clarear nossos passos e nossos caminhos.

P.: Por que a estrebaria?

R.: Estrebaria, cheiro de estrume, moscas, pulgas, escuridão. O menino Jesus deitado no cocho de animais; a manjedoura como primeiro berço. Com isso, Deus quer mostrar que vai muito longe para estar próximo das pessoas; que vai até onde estão seus filhos e filhas excluídas e marginalizadas, desprezadas e esquecidas pela forma como organizamos nossa convivência social. Nascendo na estrebaria, Deus solidariza-se com as pessoas que não encontram lugar para viver, que não encontram pouso, que são mandadas embora.

P.: Queres dizer que encontramos Deus na periferia.

R.: Encontramos Deus em todos os lugares, no centro e na periferia. Ele revela seu amor a todas as pessoas, sem deixar ninguém de fora. Jesus, por exemplo, vai à casa do exator Zaqueu (Lucas 19.2-10) e recebe o centurião de Cafarnaum (Lucas (7.1-10). Mas ele vai, em primeiro lugar, aos que necessitam de apoio com maior urgência; ele visita, antes de tudo, as pessoas que nossa organização social empurra para a periferia e manda embora, assim como os hoteleiros mandaram seus pais embora. Lá está ele, entre as pessoas que são excluídas, assim como ele foi excluído. Essa é a mensagem de Natal: Organizem a convivência social de vocês de tal forma que os excluídos sejam incluídos, que os rejeitados sejam acolhidos, que os esquecidos sejam lembrados, até que ninguém mais precisa nascer na estrebaria.

P.: Como devemos entender a glória de Deus que o anjo vê e exalta na criança?

R.: A glória de Deus, que o anjo proclama, manifesta-se exatamente na humildade solidária da criança; na sua fragilidade de menino; na forma meiga como conquista os corações no lugar de impor sua vontade pela força; sua glória manifesta-se na solidariedade que cruza o fosso social entre centro e periferia e vai até os estábulos. Essa é sua glória. Se a sua glória fosse banhada em ouro e poder, em palácios e armas, ele não iria cruzar o fosso social da nossa sociedade dividida; ele não iria solidarizar-se com a gente que vive do lado onde estão os barracos.

P.: Uma palavra final, pastor Silvio.

R.: Celebro também este Natal, feliz e contente, porque mais uma vez, Deus me diz que chega tão perto de seus filhos e filhas que não esquece ninguém; que chega manso como uma criança para que todos e todas possam aproximar-se sem medo: “A Palavra de Deus se fez um ser humano e morou entre nós” – João 1.14 a. Alegro-me com a definição surpreendente de sua glória: “Vimos sua glória, cheia de amor e de verdade; foi essa glória que ele recebeu como filho que revela a vontade do Pai” – João 1.14b. Vou celebrar o Natal com alegria porque Deus – cuja glória reside na humildade da estrebaria e na solidariedade de Deus que chega perto – continua a bater na porta da minha casa, assim como bate na porta das pessoas que excluímos, marginalizamos e desprezamos. Vou abrir a

porta e, se ele me convidar, vou acompanhá-lo, mais uma vez, para visitar os doentes nos corredores dos nossos hospitais onde faltam leitos; vou com ele, mais uma vez, até os quilombolas que lutam pelo reconhecimento das terras onde moraram seus antecedentes quando fugiram da escravidão; vou protestar com ele, mais uma vez, na companhia dos indígenas que sempre são mandados embora e que sobram, sem lugar para viver, quando suas terras são roubadas; vou tomar chimarrão com ele, mais uma vez, na roda dos sem terras que resistem e lutam para não cair nas periferias miseráveis de nossas cidades. Vou atravessar com ele o largo fosso social que divide, desde sempre, a nossa sociedade injusta. Vou com ele para o outro lado do fosso, onde estão as pessoas mal vistas que nascem e vivem em lugares sem conforto e cheios de carências, assim como ele nasceu carente, na estrebaria, entre moscas e cheiro de estrume.

Silvio Meincke

Dezembro de 2017.

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Nascido da Virgem Maria

Uma garota fica grávida sem ter relação com um homem. É virgem e vai ser mãe. Depois de muitas dúvidas, pesadelos e mensagens de anjos, o carpinteiro José toma essa garota grávida como sua esposa. Também assume a paternidade da criança que vai nascer (Mateus 1.18-25).

Dizem os evangelistas que Maria engravida por decisão divina, pela força de Deus que chamamos Espírito Santo.

Sinceramente, a virgindade de Maria nunca nos interessou do ponto de vista biológico, do ponto de vista médico. Sempre sabíamos que os evangelistas que escreveram a história da Maria eram poetas, não

ginecologistas. Ao mesmo tempo, sempre levamos a mensagem dessa história muito a sério e perguntamos o que ela quer dizer-nos. Entendemos que ela expressa a visão de uma nova convivência das pessoas, de um relacionamento humano novo, que brota da fé; entendemos que ela expressa um relacionamento que não é determinado pelo domínio de uns sobre os outros, muito menos pelo domínio de homens sobre mulheres.

Na língua que os evangelistas falavam, o Espírito de Deus é do gênero feminino. Quando dizem que o menino da manjedoura nasce da força desse Espírito, eles querem dizer: NA ESTREBARIA DE BELÉM INICIA ALGO TOTALMENTE NOVO. Novo, porque corresponde à vontade de Deus. Trata-se de algo tão novo que não brota de uma força masculina, por exemplo, dos soldados romanos que dominavam a terra de Maria e José e que organizavam a sociedade pelo poder da espada. A história do Natal anuncia uma nova realidade, que não se baseia no poder dos patriarcas que apoiavam o mais forte que derrota o mais frágil; a história de Maria contesta o heroísmo dos vencedores que pisam nos vencidos. Por isso, Maria louva e canta: “Deus derruba dos seus tronos os reis poderosos e põe em altas posições os humildes” – Lucas 1. 52.

A virgindade de Maria desmente a ideia de que todas as estruturas devem ter um homem poderoso no comando, pois a sua gravidez não precisou de nenhum homem para gerar o que é novo.

Essa bela história de Natal também derrota a ideia de que cada estrutura familiar precisa ter um homem que fecunda e uma mulher que é fecundada. O relato dos evangelistas dá importância e lugar a José somente depois, quando Maria já está grávida, e quando é hora de cuidar carinhosamente dela e da criança que está por vir.

A forma como os evangelistas contam a história do Natal traz um conforto carinhoso às famílias que tem estrutura não convencional, não costumeira, não clássica; dá consolo às famílias que vivem uma estrutura familiar diferente do tripé clássico: Pai, mãe e filhos. Ela dá razão a uniões variadas, com ou sem filhos. O que importa é o carinho, o aconchego, o cuidado de uns pelos outros, o bem querer.

A história de Maria traz uma notícia animadora às pessoas que vivem o sonho de uma convivência social nova; uma convivência social que abdica da divisão entre vencedores e vencidos, entre dominadores e dominados, entre merecedores e não merecedores. Ela traz uma notícia animadora também para pessoas que vivem modelos familiares que não são os modelos tradicionais. Essas pessoas estão em boa companhia. Elas estão na companhia da família nada convencional que é constituída pela garota

Maria, que engravida fora do casamento, pelo carpinteiro José e pelo menino Jesus.

 

Silvio Meincke

Maike S. Ulrich

Dezembro de 2017

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Lançamento Semente de Esperança 2018