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Nossa responsabilidade social

Na sua história a IECLB emitiu considerável número de posicionamentos e manifestos tendo um vista a realidade econômica, politica e social do Brasil a partir de Concílios da Igreja. A cada tempo ou situação histórica concreta a Igreja o fez na tentativa de corresponder à sua tarefa proféticA, ser e permanecer fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.
No período da ditadura militar produziu o Manifesto de Curitiba – VII Concílio Geral em Curitiba nos dias 22 a 25 de outubro de 1970. De forma tímida o manifesto consegue expressar algumas criticas ao sistema de governo e à realidade socio política.
Já o documento do Concilio de Joinville, entitulado “Nossa Responsabilidade Social”, de 22/10/1978 vai ser mais explicito quanto ao papel profético da Igreja e de fidelidade ao Evangelho.
“Contudo, onde a consciência acusa, o Evangelho levanta a voz profética para chamar ao arrependimento, à libertação e à mudança radical (Mc 1.15).”
A partir do Evangelho tornam-se legítimos os questionamentos e a decisão de uma opção preferencial pelas vítimas da economia, politica e sociedade.
“Por isso também hoje não conseguimos ver Deus no progresso, mas sim naqueles que são por ele triturados; não no poder, mas naqueles que são por ele abatidos; não no dinheiro, mas naqueles que não tem como comprar o elementar para suas vidas (Mc 8.34-38). Deus simultaneamente padece e liberta ainda hoje. Assim a neutralidade se nos torna impossível (Rm 12.9-21). Somos chamados a tomar partido: Queremos subir na vida ou descer à cruz de nosso semelhante? Queremos nos unir ao círculo dos interessados em si mesmo ou dar as mãos para viver o amor de Cristo?”
“Todo aquele que se diz discípulo de Jesus Cristo, individualmente, é responsável, pois um cristão que é indiferente à injustiça e se furta à responsabilidade em questões sociais e econômicas, preocupando-se unicamente com o seu próprio bem-estar, não segue o seu Senhor.”
“Examinando, pois, os problemas de subsistência, habitação, saúde, educação, emprego, distribuição de renda, criminalidade, vício e outros em nosso meio, quais são os recursos de que dispõe a nossa comunidade?”
Qual a nossa responsabilidade na condição de comunidade cristã fiel ao Evangellho de Jesus de Nazaré? A pergunta de 1978 continua esperando por uma resposta.
Renato Kuntzer

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