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GREVE GERAL!

A Pastoral Popular Luterana se reconhece e se manifesta como uma pastoral fiel ao serviço do Evangelho e de Jesus de Nazaré. O espaço privilegiado é a vida cotidiana, o chão batido, a realidade das pessoas. Está associada às demandas do contexto, que necessitam ser corretamente compreendidas. Então tem a prerrogativa de responder as demandas que a realidade lhe apresenta. Portanto como pastoral, necessitamos estar inseridos na realidade cotidiana e em função dessa realidade, dar um sentido e um testemunho de esperança. Nossa atuação pastoral se dá em favor do/a oprimido/a para que se aproprie do direito de ser protagonista na sociedade.
Somos uma pastoral inserida e atuante no meio popular. Essa é a realidade que a pastoral frequenta. É uma pastoral que visita a diversidade de vozes que hoje se manifestam contra a economia especulativa, as injustiças sociais, o mercado da fé e a intolerância étnica e religiosa. É popular porque ouve, acolhe e se solidariza com a diversidade de vozes que desejam uma sociedade democrática, que respeita os direitos humanos e dialoga com outros a respeito de assuntos de ordem socioeconômica e religiosa.
Em responsabilidade ao Evangelho não podemos ser omissos e indiferentes à situação socio política do Brasil, em especial à injustiça que a reforma previdenciária provocará. A omissão torna-se conivência criminosa com o sistema dominante.
“Por conseguinte, os cristãos de confissão luterana são chamados a:
Renegar a ideologia que dá suporte à acumulação e concentração de riqueza em benefício de minorias e em detrimento do atendimento das necessidades básicas do ser humano e da manutenção da boa criação de Deus.
Renegar a adoração do capital e da religião do consumo como definidora do sentido da vida.
Renegar modelos econômicos que desconsideram a necessidade e urgência de um desenvolvimento autossustentável que preserva a vida no planeta.
Renegar todas as formas de individualismo voltado tão-somente para a autossatisfação, desconsiderando a importância das relações coletivas e comunitárias, bem como o serviço mútuo e a solidariedade. ” (Manifesto de Chapada do Guimarães – 2000).
Uma forma democrática de fazê-lo é usufruindo da cidadania. E essa permite a manifestação pública, de forma visível e audível. Manifestamos nosso total apoio e envolvimento à greve geral convocada para o dia 14 de junho. Estão em pauta o aumento do desemprego, diminuição dos salários, retirada de direitos trabalhistas, precarização do trabalho, aumento do trabalho escravo, corte de políticas de proteção social e de renda mínima como o bolsa família, paralisação dos programas de moradia, de defesa dos direitos das mulheres e da juventude, cortes na educação pública e brutal ataque à previdência social. Não podemos nos omitir e calar diante da retirada de direitos de trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade. Reformas são necessárias, mas não sem uma ampla discussão e debate com a sociedade.
P. Renato Küntzer
Coordenador Nacional da PPL

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