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Convocação 20ª Assembleia Geral Ordinária da PPL

C  O  N  V  O  C  A  Ç  à O

Pelo presente Edital, ficam convocados os associados e as associadas da PPL – Pastoral Popular Luterana, para se reunirem na 20ª Assembleia Geral Ordinária da PPL, com primeira convocação às 08:00h, segunda convocação às 08:15h e terceira convocação nos termos estatutários às 08:30h do dia 05 de junho 2016 (cinco de junho de 2016), nas dependências do CEFAPP – Centro Evangélico de Formação e Assessoria a Pastoral Popular cita na RUA HUMAITÁ 1030, na cidade de Palmitos/SC, para apreciação da seguinte ordem do dia:

  1. Meditação inicial
  2. Leitura da convocação
  3. Leitura e aprovação da ata anterior
  4. Homologação das indicações de novos associados e associadas;
  5. Relatório de atividades das Unidades Organizativas, Equipes de Trabalho e Coordenação Nacional;
  6. Informações sobre finanças e prestação de contas 2015 da PPL;
  7. Parecer do Conselho Fiscal Acerca das Contas da PPL para apreciação;
  8. Definir diretrizes de ação pastoral e estabelecer prioridades a nível nacional;
  9. Secretaria Executiva Nacional e equipes assessoras.
  10. Assuntos diversos.

De acordo com o Art. 8º dos Estatutos da PPL a Assembleia é o órgão máximo de deliberação política e supervisão administrativa da PPL, sendo composta por pessoas associadas e pessoas convidadas pela Coordenação Nacional da PPL.

Conforme prevê o Estatuto, somente poderão participar da Assembleia, com pleno exercício de seus direitos, pessoas associadas em dia com suas contribuições. As anuidades poderão ser pagas junto a tesoureira da PPL,  Pa. Ires Helfensteler (iresejair@hotmail.com) ou antes do início da Assembleia.

As despesas decorrentes das viagens dos associados e associadas serão assumidas pelos respectivos, salvo as despesas previamente estabelecidas com a Coordenação Nacional na medida do alcance financeiro disponível.

Demais informações poderão ser requisitadas junto a Coordenação Nacional da PPL.

Renato Kuntzer – Coordenador Nacional da PPL

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Graça e Paz a todos e todas.

A Pastoral Popular Luterana está com uma nova equipe de coordenação nacional desde 1º de agosto de 2015. Na condição de coordenador nacional da PPL, me dirijo a vocês por meio desse texto de motivação e de apresentação da PPL. Percebo uma tarefa enorme na condição de coordenador. A PPL tem uma história longa, rica e responsável em relação ao Evangelho de Jesus Cristo. A PPL continua sendo atual e necessária. Por isto seguem algumas reflexões acerca de como palpita o meu coração quando, agora, redescubro e revisito a PPL. Posso afirmar que:

Somos um movimento primeiramente pastoral. O espaço privilegiado é a vida cotidiana, o chão batido, a realidade das pessoas. Está associada às demandas do contexto, que necessitam ser corretamente compreendidas. Então tem a prerrogativa de responder as demandas que a realidade lhe apresenta. Portanto como pastoral, necessitamos estar inseridos na realidade cotidiana e em função dessa realidade, dar um sentido e um testemunho de esperança. Nossa atuação pastoral se dá em favor do/a oprimido/a para que se aproprie do direito de ser protagonista na sociedade. As nossas raízes pastorais estão na teologia da libertação e ela nos tem sido um ótimo instrumento na oração, na leitura e interpretação bíblica e no serviço comunitário.

Somos uma pastoral inserida e atuante no meio popular. Essa é a realidade que a pastoral frequenta. É uma pastoral que visita a diversidade de vozes que hoje se manifestam contra a economia especulativa, as injustiças sociais, o mercado da fé e a intolerância étnica e religiosa. É popular porque ouve, acolhe e se solidariza com a diversidade de vozes que desejam uma sociedade democrática, que respeita os direitos humanos e dialoga com outros a respeito de assuntos de ordem socioeconômica e religiosa. Entende que ninguém é detentor da verdade única, mas que o âmbito popular nos proporciona a diversidade de tensões, visões, esperanças e ações. Lá queremos estar e participar. Mas não esquecemos o que nos é próprio e particular. O nosso jeito de ser, de crer e de viver a boa notícia do Reino de Deus.

Somos uma pastoral popular luterana. Somos luteranos e luteranas. Dentro da diversidade, a confessionalidade luterana é a nossa identidade. É que temos de mais próprio, só nosso. No meio e entre os outros, o jeito luterano de ser e crer é o que nos dá uma identidade própria. É o ritmo, só nosso, com que bate o coração e pulsa a nossa vida quando se trata de viver a fé e praticar a justiça. Quando falamos a partir da nossa confessionalidade, somos mais uma voz na pluralidade de vozes. Mas trata-se de uma voz clara, corajosa, solidaria, sóbria e profética. Quando nossa voz se faz ouvir não é pretensiosa a ponto de querer falar pela totalidade. Do nosso jeito de ser não conseguimos atender nem contemplar todas as questões que hoje palpitam e necessitam da presença da Igreja. Por isto somos parceiros e aliados de tantos outros irmãos e irmãs, diferentes de nós no seu jeito de falar, celebrar e viver sua fé. Isto não nos torna adversários nem inimigos. Antes nos aproxima, pois na diversidade encontramos encantamento e o/a outro/a se torna companheiro/a da caminhada e de luta pela dignidade de vida de toda a humanidade e da criação de Deus.

Estamos dando continuidade a caminhada histórica da PPL. Ela foi e continua sendo importante para muitas pessoas da IECLB e também fora dela, no meio ecumênico e popular. Queremos continuar dando a nossa contribuição na vivencia da fé em nossas comunidades, na inserção nos movimentos sociais e populares, no anuncio libertador do evangelho mediante a superação de toda forma de intolerâncias e preconceitos.

A Pastoral Popular Luterana está muito viva e disposta a exercer o seu papel de denúncia e anúncio, correspondendo assim ao chamado de Jesus Cristo.

Pela Coordenação Nacional da PPL
P. Renato Küntzer

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Posicionamento sobre os 40 dias do rompimento da barragem de Mariana – MG

No momento em que 40 dias nos separam do rompimento da barragem em Mariana/MG, a Pastoral Popular Luterana preocupada com as catastróficas consequências humanas e ambientais, com a direção que o processo judicial está tomando e em solidariedade a todas as vítimas desse crime humano e ambiental, sente-se na obrigação de lembrar, como testemunha do evangelho libertador e profético de Jesus Cristo, o sofrimento e o descaso com as inúmeras vítimas da tragédia. Após 40 dias as pessoas são tratadas apenas como vítimas de um infortúnio, os mortos tornaram-se apenas uma estatística numérica sem história de vida. Lamentavelmente o fato já está num processo de esquecimento, sendo substituído nos meios de comunicação por outros eventos sensacionalistas.

Como pessoas cristãs, não podemos tapar os olhos e ouvidos, com vistas a não ver e escutar o drama enfrentado pelas milhares de pessoas atingidas de forma direta e indireta pela catástrofe. Atentamo-nos ao clamor do meio ambiente que mais uma vez é vítima do lucro a qualquer custo, atendendo assim as regras do sistema capitalista. Jesus demostra em seu ministério uma opção clara para com todos os grupos marginalizados de seu tempo (Mateus 25. 31,46). Cristo se mostra intimamente ligado aos sedentos, famintos, estrangeiros, doentes e presos, ou seja, a todos os grupos vitimados e excluídos, de modo, que não podemos entrar em comunhão com Ele sem o comprometimento com a transformação de todas as situações e estruturas que comprometem a dignidade humana. Só podemos encontrá-lo entre as vítimas de nosso tempo e, talvez, em meio a quem com elas se solidariza e assume sua luta. Nesse sentido, nos solidarizamos e damos testemunho da presença de Cristo entre as várias vítimas não só do distrito de Bento Rodrigues que foi dizimado, mas também entre as populações que dependiam do Rio Doce e do seu ecossistema para sobreviver. Entre as milhares de pessoas atingidas se encontram muitas pessoas membros da IECLB, especialmente no estado do Espírito Santo.

O compromisso dado a nós de cuidar da criação, a qual foi confiada pelo próprio Deus, quando chamou este mundo à existência por meio da Palavra criadora (Gênesis 2.15), não pode fazer com que nos acomodemos diante deste lamentável crime ambiental e humano. A empresa Samarco, responsável direta pelo vazamento da barragem do Fundão, é de propriedade da poderosa Vale (50%) enquanto a outra gigantesca empresa britânico-australiana BHP Billiton é proprietária dos outros 50%.

Diante do ocorrido, entendemos que tanto a Samarco quanto as duas poderosas proprietárias devem ser responsabilizadas criminal e civilmente, sendo assim, exemplarmente punidas e responsabilizadas pela recuperação e indenização total das consequências do crime por elas cometido. As consequências desta tragédia já afetaram e continuarão afetando o ecossistema do Rio Doce por várias gerações, como também a região litorânea do Espírito Santo, onde a lama vermelha teve o seu destino final. Como pessoas e comunidades cristãs devemos nos manter atentos para que os responsáveis não se esquivem de suas responsabilidades e saiam impunes.

Igualmente, a solidariedade para com as vítimas não pode ficar apenas em ações de assistência pontuais (o que no primeiro momento sem dúvida foi importante devido à situação crítica), mas deve nos levar a atitudes proféticas que anunciem esperança às pessoas vitimadas e em relação à recuperação – tanto quanto possível – do ecossistema do Rio Doce. Que seja ao mesmo tempo corajosa em denunciar os culpados como também em cobrar o cumprimento das suas obrigações emergenciais e legais, o que vale também para os órgãos públicos implicados nas três instâncias (municipais, estaduais e federal).

Por fim, entendemos que os governos e agências de fiscalização devem ser corresponsabilizadas por todo e qualquer crime contra o meio ambiente que, na visão bíblica, é Criação de Deus. Tudo indica que os órgãos de fiscalização não fiscalizam adequadamente, o que gera distorções e compromete a aplicação da legislação pertinente, como nesse caso extremo. Parece evidente que houve falta de fiscalização ou – quem sabe – até mesmo cumplicidade na autorização para a implantação dos empreendimentos mineiros que visam única e exclusivamente interesses econômicos, sem as salvaguardas necessárias para o bem estar do povo e do meio ambiente.

Por isto reiteramos que o crime cometido por negligência e busca desenfreada do lucro não caia no esquecimento da sociedade brasileira. As vítimas continuam sua árdua caminhada pelo deserto correndo o risco de serem esquecidas e permanecerem sem os seus direitos respeitados e atendidos com justiça. Faz 40 dias que um rio de lama passou pela vida dessas pessoas.

Palmitos, 15 de Dezembro de 2015.
Coordenação nacional da Pastoral Popular Luterana (PPL).
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As cinzas da penitência

Texto de Carlos A. Dreher

A tradição das cinzas como sinal de penitência remonta à Bíblia Hebraica. No Livro de Jonas, (3.5-8), o ritual é descrito com detalhes. Em sinal de arrependimento, o rei de Nínive proclama um jejum. Ele e as pessoas em Nínive rasgam as vestimentas bonitas, vestem-se de panos de saco e sentam-se sobre cinzas. Até os animais domésticos devem seguir este rito.
No Primeiro Livro dos Reis (21.27) ocorre um rito semelhante: em sinal de arrependimento, o rei Acabe rasga suas vestes, cobre-se de pano de saco, jejua e dorme sobre panos de saco. Aqui, porém, as cinzas não são mencionadas. Também Jó (1.20), após perder tudo o que tinha, rasga seu manto, raspa a cabeça e se lança em terra. Mais adiante (2.8) senta-se em cinzas. Aqui não se trata de arrependimento, mas de uma espécie de luto pelo que se perdeu.
A Igreja assumiu essa tradição. A partir do século VII, já se conhece a Quarta-Feira de Cinzas como o início da Quaresma, o período de jejum que antecede a Páscoa. É tempo de penitência, em preparação à festa da Ressurreição.
Na Quarta-Feira de Cinzas, os penitentes são vestidos com roupas penitenciais, cobertos de cinzas. A partir do século X, passa-se a consagrar as cinzas. Mais tarde, em torno de 1090, clérigos e leigos são marcados na testa com uma cruz feita de cinzas obtidas de ramos guardados desde o Domingo de Ramos do ano anterior.
O tempo de penitência e de jejum irá durar quarenta dias, a contar da Quarta-Feira de Cinza, terminando no Sábado de Aleluia. Não se contam os domingos, pois cada um deles lembra a Ressurreição de Jesus. Não se pode jejuar no dia da maior alegria cristã.
Pela tradição israelita, assumida pelos cristãos, o domingo começa às 18h de sábado, estendendo-se até às 18h de domingo. Assim, o jejum é suspenso no sábado à noite e retomado ao anoitecer de domingo. Não há, pois, nada de errado em alegrar-se e festejar no sábado à noite e no dia de domingo.
Por último, vale lembrar o significado do jejum. Não se trata de dieta para emagrecer ou desintoxicar, ainda que isto seja um benefício adicional. Trata-se mesmo de deixar de comer algo que se irá dar para quem nada tem de comer. O que eu não como irá beneficiar alguém que passa fome constantemente.
É interessante que, até hoje, algumas famílias negras fazem churrasco na Sexta-Feira Santa. É que, no passado, senhores brancos cristãos deixavam de comer carne naquele dia e a davam a seus escravos, que, então, podiam alegrar-se com aquele presente, fruto do jejum.

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Presidenta Dilma recebe representantes de igrejas cristãs no Palácio do Planalto

A presidenta Dilma se reuniu, nesta quarta (10), com representantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) para falar sobre a Campanha da Fraternidade 2016, lançada hoje. Com o tema “Casa Comum, Nossa Responsabilidade”, sobre saneamento básico, a campanha vai trabalhar também a necessidade de combater o Aedes aegypti.

 

 

Fonte: http://blog.planalto.gov.br/presidenta-recebe-representantes-de-igrejas-cristas-para-discutir-apoio-no-combate-ao-aedes-aegypti/

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Bem Vind@s

Com alegria compartilhamos com vocês o novo Site da Pastoral Popular Luterana.
Que este instrumento possa ser usado para alimentar e fortalecer a nossa caminhada e nossa fé na busca de justiça, de igualdade e paz.
Que este seja um espaço transformador e possa ligar a PPL de Sul ao Norte, também neste mundo a fora.
Toda família PPL está convidada a participar e semear o Testemunho e Ação com alegria, honestidade e compromisso.
Que Deus continue nos Abençoando na caminhada
Bem vind@s ao novo Site da Pastoral Popular.

(texto de Jair Fernando Beskow)

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Hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica

 

A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2016 será lançada, oficialmente, no dia 10 de fevereiro. O tema da Campanha é “Casa Comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico é “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. (Am 5.24)

Fonte: http://portalkairos.org/campanha-da-fraternidade-2016/#ixzz3zJYIIgFv

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Pastoral Popular Luterana elege nova coordenação

“Deus chama a gente pr’um momento novo…”

Reunidas e reunidos, nos dias 31 de julho e 1º de agosto de 2015, em Palmitos/SC celebramos, sonhamos e planejamos sob a luz do Evangelho de João 4.7 “Dá-nos um pouco da tua água”. Traçamos os caminhos futuros para que a Pastoral Popular Luterana (PPL) possa continuar andando junto ao povo de Deus. Sedentas e sedentos de água viva, refletimos sobre a situação atual do país, da PPL e da IECLB, nos espectros social e eclesial.

O agricultor e membro da coordenação nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Charles Reginatto, nos ajudou na análise social do país, destacando aspectos da política econômica nacional e internacional. A lógica dominante é a da sobreposição do poder econômico frente aos direitos das pessoas, oprimindo-as, atingindo e ferindo, principalmente, as mais empobrecidas, trabalhadoras do campo e das cidades. Faz-se necessário fazermos um contraponto a esse modelo, visando a garantia de vida digna a todas as pessoas.

No Brasil vivemos um momento de crise. Há uma ascensão de pensamentos conservadores e autoritários, com uma mídia tendenciosa e um sistema politico em que o poder econômico se torna cada vez mais importante nos processos eleitorais. Acompanhamos recentemente campanhas eleitorais milionárias, financiadas por grandes empresas. Isso coloca em risco a verdadeira democracia. Organizações religiosas, movimentos e partidos políticos, comprometidos com a causa pública e com a vida das pessoas, são chamados a promoverem ações que visem à construção do pensamento coletivo-crítico. Temos a necessidade, urgente, de inverter a lógica individualista e opressiva vigente, promovendo a libertação.

No espectro eclesial, o professor e pastor, Dr. Flávio Schmidt, motivou à reflexão. Entende-se que a PPL sempre foi fermento na Igreja e na sociedade, articulando os paradigmas sociais e religiosos desde as necessidades das minorias – agricultoras e agricultores, mulheres, jovens, negras e negros, pessoas empobrecidas, marginalizados e marginalizadas – por meio de formação, mobilização e ação. Entretanto, assim como na sociedade como um todo, a IECLB também enfrenta ondas de conservadorismo e intolerância.

É papel da PPL, assim como tem feito durante seus 30 anos de testemunho e ação, promover vida em abundancia para todas as pessoas, combatendo todo e qualquer tipo de discriminação e opressão, na IECLB e na sociedade. Conscientes da missão profética da PPL, as pessoas presentes confiaram a tarefa de conduzir a pastoral pelos próximos três anos às seguintes pessoas:

Pastor Renato Kuntzer – coordenador;
Pastora Ires Helfensteller – tesoureira;
Educador social da Associação Diacônica Luterana (ADL), Gilmar Hollunder – secretário;
Mestrando em teologia, João Henrique Sumpf;
Agricultora e artesã, Sra. Edel Schneider.

Inspiradas e inspirados no texto do Evangelho de João 4.7, a PPL reafirma seu compromisso de proclamar a vida plena e em abundância, para que a exemplo da mulher samaritana, possa continuar sendo sinal visível do amor de Deus no Brasil e no mundo.