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MULHERES ANDANDO PELA BÍBLIA

Juntando retalhos e construindo sua história.

7° Encontro de Mulheres da PPL

28.04.2019 – Tuparendi\RS

Viemos de muitos lugares. Trouxemos muita história para partilhar. Muitas de nós já haviam participado dos outros seis encontros anteriores, e até mesmo de outros muitos encontros da PPL de décadas atrás, encontros de celebração, de motivação e de conscientização.

Desta vez fomos ao encontro de chapéu na cabeça, do jeito que nossas mães e avós iam para a roça. Acenamos com o chapéu na mão, ao ritmo de canções de louvor. Tiramos o chapéu para a cruz do Jesus ressurreto, pedindo por piedade pelo nosso Brasil tão cheio de ódio e violência.

Também fomos desafiadas a trazer um retalho de alguma roupa que passou por nossa vida. Fomos, portanto procurar nas nossas gavetas, lugares onde guardamos os retalhos da nossa história. Algumas de nós fomos procurar nas gavetas de nossa irmã, mãe, avó. E encontramos.E trouxemos. Levamos de volta para casa um outro retalho de alguma outra história de mulher, que foi enfeitando o nosso chapéu. É simbólico. Mas é comunhão. E foi muito, muito bom!

A teóloga Anna Maria Rizzante nos conduziu num magnífico alinhavar de retalhos, onde retalhos bíblicos foram se costurando aos retalhos da nossa história de mulheres deste século. “Somos feitas de retalhos: em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma re-leitura, uma descoberta; dos rasgos, nascem novas costuras, das sobras descartadas, novos tecidos e roupas. Coragem de ousar e pensar, fazer o novo, o diferente, o que serve e alimenta a vida, todas as vidas.”

(Anna Maria Rizzante e Sandro Gallazzi).

Muito obrigada à todas as pessoas que entraram com o seu tempo, a sua dedicação e o seu carinho na organização deste 7° encontro.

Assim somos sempre mais PPL!

Assim a nossa fé vai colocando sempre mais os pés no chão!

E desde já convido para o 8° encontro no dia 29 de março de 2020 na Comunidade Evangélica de Erval Seco, Sínodo Uruguai.

Pastora Emérita Louraini Christmann (Pastora Lola)

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Mensagem de Natal

Mensagem de Natal da Pastoral Popular Luterana

“E ele mostra a sua bondade a todos que o temem em todas as gerações. Deus levanta a sua mão poderosa e derrota os orgulhosos com todos os planos deles. Derruba dos seus tronos reis poderosos e põe os humildes em altas posições. Dá fartura aos que tem fome. Manda os ricos embora com as mãos vazias.” (Lc1.50-53)

O Natal é uma das datas mais importantes da fé cristã. Nele lembramos que Deus visitou o seu povo de maneira radical, tornando-se parte do povo, tornando-se um ser humano. Mais que isso, Deus se tornou uma frágil, vulnerável, pobre e perseguida criança. É a mensagem mais clara da solidariedade de Deus com os pequeninos e as pequeninas. Ele está do lado do mais frágil de todos, para assim poder estar com todo mundo.

Às vezes pode passar desapercebido o papel de Maria nessa história de salvação. Maria era uma mulher jovem e pobre, natural de uma região muito pobre, periférica e desprezada da Palestina: a Galileia. Ela era noiva, mas ainda não era casada. E foi a essa mulher que o anjo, o mensageiro do Senhor visitou e disse “bem-aventura”, “feliz”! O anjo não visita José, como tantas outras vezes visitou bem-aventurados homens no passado. Dessa vez o anjo rompe as barreiras tradicionais da família e dos papeis de gênero na sociedade da época. O anjo fala diretamente a mulher. Anuncia sua bem-aventurança. E Maria, em sua liberdade, diz SIM a Deus, diz SIM para carregar Jesus em seu ventre, diz SIM para ser mãe. Aqui temos um exemplo contundente de empoderamento feminino. Maria não é objeto da ação de Deus. Ela é sujeito. Ela é livre. Ela decide. Ela diz SIM.

Nesse momento, Maria profetiza. Seu cântico é um dos textos mais lindos da tradição cristã e mais forte da mensagem de justiça social que Deus quer operar mediante Jesus: Deus derrota os planos dos soberbos; Deus derruba dos tronos os poderosos e exalta os humildes; Deus concede fartura aos pobres e manda os ricos embora, de mãos vazias. Que mensagem poderosa! De quê Maria seria chamada em nossos dias por exercer sua liberdade e falar de forma tão clara contra as injustiças sociais de seu tempo?

O ano de 2018 está terminando e traz consigo uma mensagem de resistência para a esperança. Tal como Maria, esse ano foi de muita resistência das mulheres. Mulheres do Brasil inteiro, de diferentes confissões, classes, cores uniram-se contra a injustiça social, contra a soberba, contra quem humilha os pequeninos e as pequeninas do Brasil. Em setembro essas mulheres protagonizaram um dos maiores eventos de resistência de nosso tempo, o #elenão. Maria, tomada pela fé salvadora de Deus, disse SIM. As mulheres do Brasil disseram NÃO. Assim é a dinâmica da palavra profética: o SIM à salvação, o NÃO à perdição.

Como Pastoral Popular Luterana, como comunidades de fé, como sociedade brasileira, temos que aprender com a resistência das mulheres, temos que aprender com a força da ousadia, a força da liberdade teimosa contra toda opressão, aprender com sua garra. É no corpo delas que trazem a mensagem da resistência, da esperança e da libertação. As mulheres são mensagem salvífica de Deus, como canta Milton Nascimento “de uma gente que ri quando deve chorar”.

Que a fé de Maria e a luta das mulheres de nosso tempo sejam mensagem de esperança. Não nos abatemos, não nos desanimemos. Tenhamos fé. Tenhamos alegria. Deus visitou seu povo. Jesus nasceu. Resistência é alegria antecipada, é SIM ao riso quando os poderosos procuram arrancar o choro. Uma boa risada cheia de esperança e resistência é profecia. Bem-aventuradas, bem-aventurados nós, porque a felicidade é poder lutar na certeza da fé em Jesus.

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Carta Mensagem da Coordenação Nacional da Pastoral Popular Luterana (2019-2021)

“Eu quero caminhar com os pés firmes neste chão, enquanto falta tanto pão não posso me acovardar”.

A Bíblia nos dá muitos exemplos de como a história de Deus com o seu povo aconteceu a caminho, em caminhada. Mas nem toda caminhada é triunfal. Algumas caminhadas são carregadas de desânimo. Uma delas foi a história dos discípulos de Emaús que saíram de Jerusalém logo após os eventos da sexta-feira da Paixão de Jesus. Caminhavam, mas não rumo a um futuro. Caminhavam como quem se recolhe de sua derrota. De repente alguém se junta à caminhada. Pergunta, ouve, interage, desafia. Foi a caminho que o ânimo ressurgiu.

Deus nos chama a caminhar, na verdade, a nossa vida é uma constante caminhada. Nós não podemos parar, temos que prosseguir, continuar. Mas muitas vezes nos sentimos cansados e cansadas. Os pés, muitas vezes, doem.

Não podemos nos iludir que a caminhada só acontece quando o ânimo ressurge. Mas é enquanto se caminha, caminhando que o ânimo ressurge. Durante o caminho, encontramos muitas pessoas: animadas e desanimadas. Deus nos desafia a nos encorajarmos, fortalecermos mutuamente, dar a mão para quem já desanimou e caminhar juntos, juntas, de mãos dadas, sem soltar.

Além de nós, outras pessoas também estão caminhando, se colocando a caminho. Precisamos encontrar essas pessoas. É preciso reencontrar-se com o povo, reencontrar-se com a base, reencontrar-se com os movimentos sociais e ecumênicos. Esse é o grande desafio de nossos dias.

Caminhar é resistir. A resistência é caminhada. E queremos atender esse chamado. Somos RESISTÊNCIA. Se você também é resistência, saiba que não está só. E nós também não estamos sós por causa de você. Vamos caminhar juntos e juntas.

A Coordenação Nacional da Pastoral Popular Luterana deseja um 2019 de esperança, sonhos e resistência.

Palmitos, 20 de novembro de 2018.

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Encontro Nacional da Pastoral Popular Luterana 2018

O Encontro Nacional da Pastoral Popular Luterana já tem data e local marcados para acontecer.

Sejam todas bem vindas e todos bem vindos!

O encontro será na Casa de Formação Nossa Senhora Medianeira, localizada na Av. 24 de Outubro, Bairro Nazaré, Medianeira, Paraná.

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Inscrições pelo link abaixo:
https://goo.gl/forms/n5NKxoG182yVyxKl1

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Mensagem do VI Encontro Inter Sinodal de Mulheres PPL

Nós mulheres reunidas no 6º encontro Intersinodal de Mulheres da Pastoral Popular Luterana (PPL), em Condor-RS, sob o tema “Mulher Campesina e Mulher na cidade: Direitos adquiridos e Direitos perdidos”, queremos nos manifestar nesse momento delicado, de crise política, ética, moral, social e econômica que afeta o povo brasileiro. 

Sabemos que essa realidade atinge diretamente a nós mulheres. Por isso, como mulheres luteranas, acreditamos que, para superar esse momento, precisamos estar sempre alertas, unidas e em rede. Pois nossas conquistas dependem das nossas forças. 

Toda a atenção é necessária. É preciso desacomodar-se, sair da zona de conforto e se incorporar à luta! Só assim conseguiremos construir políticas públicas que atendam os nossos anseios e necessidades e garantam vida digna para todas as pessoas, onde os direitos humanos sejam realmente respeitados. Isso não é uma questão meramente ideológica ou política, mas sim uma questão de sobrevivência. 

Estamos conscientes que Deus nos criou a sua imagem e semelhança, sem distinção de gênero, etnia e classe social. Essa luta é uma continuidade da caminhada do povo de Deus de acordo com os relatos bíblicos, onde Ele conduziu o seu povo rumo a Terra Prometida, e ainda hoje continua nos guiando para um futuro de paz , igualdade e justiça.

Que Deus nos ajude a cumprir essa missão! 

Que a rede que construímos seja intensificada! 

Seguimos caminhando…

 

Condor, 18 de março de 2018.

 

Redigido por:
Pa. Louraini Christiman – pastora emérita
Ivone Bado Streicher – presidente do Conselho dos direitos da Mulher de Três de Maio-RS
Bárbara Luise Hiltel Venturini – coordenação CONAJE